Segundo comunicado do Minfin, a operação registou uma procura de cerca de 4,01 mil milhões de dólares (cerca de 3,45 mil milhões de euros), o que é interpretado como sinal de “confiança na trajetória macroeconómica e na consistência da política financeira do país”.
Estruturada como uma operação integrada de gestão de passivos, a iniciativa combinou a recompra de dois Eurobonds (títulos de dívida em moeda estrangeira) em circulação com a emissão de novos instrumentos de dívida com maturidades em 2031 e 2037, a taxas de 8,25% e 9,5%, respetivamente.
A primeira emissão de 2026, realizada em março, totalizou 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,15 mil milhões de euros), dividida em duas tranches: uma de 1,5 mil milhões de dólares com taxa de 9,25% e maturidade a sete anos, e outra de mil milhões de dólares com taxa de 9,8% e maturidade a 11 anos.
Segundo o comunicado, a mobilização destes recursos visa melhorar o perfil da dívida pública, reduzir riscos de refinanciamento e equilibrar o calendário de maturidades, assegurando simultaneamente suporte à execução orçamental no quadro do Plano Anual de Endividamento 2026 e da Estratégia de Endividamento de Médio Prazo 2026-2028.
Angola começou a emitir dívida em Eurobonds em 2015, com uma emissão de 1,5 mil milhões de dólares, e desde então acumulou mais de 14 mil milhões de dólares em emissões nos mercados internacionais.