O BNA realizou hoje uma conferência de imprensa sobre a integração formal do kwanza, desde esta segunda-feira, no Real-Time Gross Settlement System (RTGS) da de Países da África Austral (SADC, na sigla em inglês), passo que o governador do banco central angolano considerou decisivo para o sistema financeiro do país e para a sua integração financeira na região austral.
Tiago Dias referiu que a integração do kwanza no RTGS, o principal sistema regional de pagamentos, vai permitir operações mais seguras, eficientes, céleres e a baixo custo.
Segundo o governador do BNA, a entrada do kwanza como moeda de liquidação da SADC representa uma conquista de particular relevância para Angola, “por se tratar da segunda moeda depois do rand sul-africano a alcançar tal feito”.
“Com esta iniciativa, o BNA reafirma o seu compromisso com a modernização do sistema de pagamentos, a estabilidade financeira e a promissão de soluções, que apoiem o comércio, o investimento e o desenvolvimento económico do nosso país”, disse.
O governador o banco central angolano realçou que a economia nacional está mais diversificada, as trocas comerciais com os países da SADC mais equilibradas, por isso o futuro é encarado com serenidade.
“Auguramos melhores oportunidades de negócios, que serão aproveitadas pela classe empresarial angolana, para produzir, exportar bens e serviços, para as economias dos demais países aderentes”, vincou.
Por sua vez, a diretora de Sistema de Pagamentos do BNA, Cristina Caniço, disse que está prevista a seguir a participação no RTGS do metical, de Moçambique, e do pula, do Botsuana.
Cristina Caniço explicou que o SADC RTGS é um sistema regional de liquidação a bruto em tempo real, que permite processard por meio de liquidação, pagamentos transfronteiriços nos Estados-membros da região austral.
A responsável frisou que o Estado, as empresas e as famílias vão poder realizar através deste sistema, pagamentos de bens e serviços, recorrendo a um dos cinco bancos comerciais participantes para solicitar transferências para o exterior.
“O cliente não tem acesso direto ao sistema. Eu dirijo-me ao meu banco comercial, apresento a fatura de pagamento de um bem ou de um serviço para a transferência para o exterior”, indicou Cristina Caniço, acrescentando que o banco continua a ser o responsável por avaliar a execução da operação.
Como vantagens, a diretora de Sistema de Pagamentos do BNA sublinhou a eliminação do correspondente bancário.
“A liquidação é mais rápida a nível dos pagamentos regionais, tem menor dependência dos bancos correspondentes, tem maior eficiência no processamento das operações, existe também uma potencial redução dos custos associados aos pagamentos transfronteiriços e mais utilização do kwanza nas operações regionais”, vincou.