O Governo angolano quer desenvolver várias modalidades de Parcerias Público-Privadas (PPP), incluindo obrigações associadas a projetos, tendo recebido já algumas propostas de investidores internacionais para este tipo de financiamento.
Bens de amplo consumo interno, como cereais, frutas, ovos, sal e bebidas, são produzidos no País, de acordo com a lista referida pelo secretário de Estado, que apontou dificuldades em relação à oferta nacional de frango, arroz e óleo de palma, que, em 2020, representaram 50% das necessidades de divisas para importação.
O ministro da Agricultura e Pescas de Angola disse hoje, em Luanda, que a praga de gafanhotos, que afeta o sul do país, teve início em 2020, na província do Cuando Cubango e já afeta mais quatro regiões.
A Autoridade Nacional de Inspeção e Segurança Alimentar (ANIESA) de Angola está a realizar uma operação de combate à especulação de preços, em Luanda, já com resultados positivos em algumas zonas da cidade, disse hoje fonte da instituição.
A desvalorização do kwanza face à moeda estrangeira (dólar e euro), a concorrência desleal por parte de empresários estrangeiros na sua maioria oeste africanos são alguns males apontados para os quais as agremiações pedem intervenção das autoridades.
O grupo chinês Nice Group Co. Ltd está já a expandir uma fábrica de produtos de limpeza inaugurada há pouco mais de um ano, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, em Angola.
A Ministra das Finanças afirmou, em Luanda, que só pode trabalhar como servidor público uma pessoa que respeite a verdade, actue com rectidão moral e não procure outra forma de remuneração que não seja o seu salário.
A consultora Fitch Solutions considerou hoje que Angola deverá crescer 1,7% este ano e 3,3% em 2022, antecipando um abrandamento da inflação para 19,7% este ano e 14,2% no próximo ano.
A economia de Angola caiu do terceiro para o oitavo lugar na lista das maiores economias da África subsaariana devido à depreciação do kwanza e ao crescimento económico negativo dos últimos cinco anos.
A denúncia é dos produtores nacionais que alertam ao Ministério da Agricultura e Pescas e outras entidades afins sobre a necessidade de haver maior fiscalização e criação de uma legislação específica que dê oportunidade aos apicultores angolanos para exportarem o produto. Defendem que a exportação seria um caminho para o país obter mais divisas
Segundo os produtores nacionais, em várias zonas do Moxico, os chamados pequenos apicultores situados próximos da Zâmbia são aliciados por homens de negócio deste país a venderem o mel para o outro lado da fronteira.
De acordo com o director-geral da Cooperativa Agropecuária, Pesca e Apicultura (COAPA), Erickson Aparício, o mel vai à Zâmbia onde é processado e, posteriormente, vendido noutros países africanos e do mundo como produto zambiano.
“Como eles estão mais próximos da fronteira com a Zâmbia e recebem uma proposta de venda maior, preferem vender o mel aos estrangeiros”, disse Erickson Aparício que acrescenta ser necessário não minimizar o facto, pois “se 20 ou mais pequenos apicultores fizerem esta venda tornam-se em grandes produtores”, disse.
O responsável pela produção do “Mel do Moxico” disse ao jornal OPAÍS que estes casos são recorrentes na fronteira que separa a Zâmbia desta província do Leste de Angola que, no seu entender, seria facilmente resolvido com uma fiscalização eficiente.
Sublinha que o mel que a Zâmbia exporta como seu é uma riqueza angolana que deve ser protegida e explorada por quem está legalizado internamente.
Acrescentou que é uma prática antiga que era feita numa escala inferior, mas que aos poucos vai aumentando e tem tido reflexos significativos nos grandes produtores que disputam o mesmo espaço com os pequenos produtores.
Erickson Aparício disse que o mel de Angola é muito rico e de grande qualidade, mas ainda podemos ter um produto melhor, caso todos os apicultores apliquem as melhores práticas de extracção do produto.
O director-geral do Mel do Alto Zambeze, Gonçalo Pinto, disse que o mel de Angola poderia ter um valor diferenciado nos mercados internacionais, caso fosse exportado, o que passaria por um registo dos apicultores, registo dos lotes, análises, sendo que o mais importante seria a criação de uma legislação.
Gonçalo Pinto disse que Angola está em condições de internacionalizar o seu produto e que a exportação só se efectivaria mediante a aprovação de uma legislação específica que a regulamentasse.
O responsável do mel do Alto Zambeze disse que quase todos os países africanos possuem esta legislação e acrescenta que Angola não deve estar atrás na corrida.
“A sociedade produtora quer fornecer o mel de qualidade ao mercado nacional, mas temos uma grande expectativa na exportação do produto”, disse. Gonçalo Pinto disse que Angola tem florestas primárias e uma grande diversidade da flora e isso torna o mel nacional diferenciado.
“O mel de Angola deve ser dos melhores do mundo, porque são mais florestais, podemos considerá- los ‘diamantes brutos’ mas são mal processados pelas comunidades locais por falta de equipamento e formação”, referiu.
Ademais, os apicultores acreditam que a exportação seria um caminho para o país obter mais divisas.
Em Angola as províncias de maior produção de mel são as do Bié, Lundas Norte e Sul, Malanje, Moxico, Cuando Cubango, Huambo e Huíla. OPAIS