Adalberto Costa Júnior deu a conhecer que o novo modelo FPU plataforma de partidos politicos na oposição será lançada no decurso de 2026 e vai surgir "mais potenciada" como uma "ampla frente para a alternância democrática" nas eleições gerais de 2027.
"Penso que temos as condições reformatadas e temos já a FPU registada como uma patente e fomos cuidadosos em relação a isso e temos esse processo bastante avançado", afirmou o também coordenador geral da FPU, recordando as experiências e lições saidas nas eleições gerais de 2022.
Em entrevista à Lusa na cidade do Luena, capital da província do Moxico, onde a União Nacional para a Independència Nacional de Angola (UNITA, maior partido na oposição) vai celebrar 60 anos de existência, na sexta-feira, Costa Júnior manifestou-se confiante na vitória eleitoral.
Sem entrar em detalhes sobre os novos integrantes da plataforma politica, em que consta a UNITA (coordenadora) e o Bloco Democrático (vice-coordenador), após a saída do PRA JÁ Servir Angola, o politico referiu que será neste modelo em que vai vencer as próximas eleições gerais.
"Penso que cada vez mais temos condições de chegar ao poder e acredito piamente que a próxima será de vez", afirmou, salientando que as eleições de 2022 ocorreram em circunstâncias muito distintas e que Angola tem condições de avançar para uma transição democrática.
O presidente da UNITA disse também que o seu partido teve muita aprendizagem com o processo eleitoral de 2022 em que elegeu 90 deputados observando, contudo, que Angola não tem condições de enfrentar um novo ciclo eleitoral (em 2027) "com fraude nas instituições".
"Acho que os angolanos deixam de creditar na politica", notou.
Para a disputa politica e o alcance da vitória nas urnas em 2027, o também deputado angolano anunciou que a UNITA tem atualmente uma "programação estratégica" que não tinha antes: "O partido hoje está mais estruturado nas bases acumuladas de experiência (...) e melhoramos sempre para servir quem está a olhar para nos".
Adalberto Costa Júnior, reeleito em novembro de 2025 para mais um mandato de quatro anos, manifestou-se bastante confiante na vitória em 2027, acredita que o seu partido pode governar Angola em democracia -exemplificando com a "experiència credível" dos congressos e o respeito pelos respetivos estatutos, que "credibiliza" o seu partido na arena politica nacional e internacional.
O responsável politico considerou, por outro lado, que hoje, se Angola tivesse referendos constitucionais, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) não tinha condições de se manter no poder.
"Porque aquilo que os angolanos querem [e] o MPLA recusa (é a alternância) e aquilo que a UNITA defende a maioria dos angolanos [também] defende", conclui o líder partidário.
As XIII Jomadas Parlamentares da UNITA, que se iniciaram na quarta-feira, encerram hoje no Luena com mais sessões de debates sobre a vida sociopolítica e económica de Angola. Na sexta-feira a direção da UNITA e convidados farão uma romaria a localidade de Muangai, para assinalar o 60.º aniversário de fundação do partido.