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Embaixador israelita em Angola rejeita comparação do holocausto ao conflito de Gaza

Post by: 02 February, 2026
Embaixador israelita em Angola rejeita comparação do holocausto ao conflito de Gaza

O embaixador de Israel em Angola destacou hoje a importância de recordar o holocausto para que "nunca mais aconteça a ninguém" o que aconteceu ao povo judeu, rejeitando uma comparação ao conflito de Gaza.

"São coisas que não dão nem para falar, não dão nem para comparar, não dão nem para mencionar", referiu Leo Vinovezky, em declarações à imprensa, no final da cerimónia de que assinala o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, promovida pela embaixada do Israel.

Leo Vinovezky frisou que o ato, que contou com a presença do embaixador da Alemanha, representantes diplomáticos, autoridades angolanas, líderes religiosos, académicos e membros da sociedade civil, serviu para honrar a memória das vítimas do Holocausto.

"Infelizmente, já não podemos ajustar o que aconteceu no passado, mas podemos ajustar o futuro, estamos aqui juntos hoje, mais de 150 pessoas comprometidas, entre autoridades, diplomatas, líderes religiosos, para dizer nunca mais", disse.

Na sua apresentação, a Diretora do Memorial às Vítimas do Holocausto do Rio de Janeiro, Sofia Levy, disse que nos 12 anos de domínio nazi estima-se que tenham morrido 11 milhões de civis, dos quais cerca de seis milhões de judeus, acreditando que o número pode ser ainda maior, lamentando que desde 1945 até hoje se insiste em deturpar ou negar "em absoluto" a existência do holocausto.

O diplomata israelita sublinhou que o mundo sofre mudanças constantes, por isso, é necessário "lembrar o tempo todo, fazer memória, naquilo que não pode mais acontecer", considerando ainda que não se pode ficar indiferente com grupos que são "discriminados, separados e atacados", exortando valores de tolerância, igualdade e não à discriminação.

O efeito do holocausto, disse o embaixador do Israel em Angola, "é uma coisa inesquecível, que aconteceu, bateu forte nas famílias", destacando a resiliência dos sobreviventes.

Segundo Leo Vinovezky, os laços com a Alemanha são muito fortes, não só pelo holocausto, mas também pelo reconhecimento da contribuição do povo judeu nas artes, na cultura, na ciência, apesar de "inadmissível o que aconteceu".

"Estamos com eles, são para nós parceiros, especialmente a partir do que aconteceu na época da II Guerra Mundial, acho que é muito importante para as novas gerações ver-nos juntos. Se a Alemanha e o Israel estão juntos, isso quer dizer muito para outros países, outras tragédias também", disse.

Relativamente à relação entre Israel e Angola, o embaixador israelita destacou a parceria entre os dois países, acrescentando que apesar de pequena a comunidade israelita em território angolano "é muito participativa, protagonista" quer da vida pública como do setor privado.

"Angola é um dos amigos mais importantes que temos em África", disse Leo Vinovesky, acrescentando que na cooperação económica há "muitos pontos salientes, positivos, em diferentes áreas, construção, infraestruturas, agricultura", que pretendem multiplicar.

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