A Televisão Pública de Angola (TPA) e a TV Zimbo anunciaram, esta segunda-feira, que deixarão de cobrir as actividades da UNITA, até haver um pedido de desculpas, pelos actos de intimidação contra os seus profissionais.
A organização de direito MISA Angola emitiu domingo um comunicado no qual protesta contra as tentativas de pressão sobre uma equipa TV Zimbo durante a cobertura de uma iniciativa da UNITA em Luanda, que decorreu no sábado.
O presidente da UNITA criticou hoje a “censura permanente” existente em Angola, que considerou estar na origem da intimidação de jornalistas dos canais públicos, sublinhando que as ameaças não partiram da direção do partido.
O Sindicato dos Jornalistas de Angola (SJA) repudiou hoje as ameaças contra jornalistas dos canais públicos TPA e TV Zimbo que tentavam cobrir uma marcha da UNITA e disse que estes não são responsáveis pelo posicionamento dos seus órgãos.
O jornalismo público da TV ZIMBO é feito com regras universalmente aceites, logo com liberdade de expressão e em nome da liberdade de imprensa consagrada na nossa Constituição, a nota de protesto que Angola24Horas teve acesso.
O jornalista da Emissora Católica angolana Óscar Tito vai ser interrogado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por alegados crimes de “calúnia e difamação” ao ex-presidente da Comissão Provincial Eleitoral (CPE) do Cuanza Sul, após noticiar demissão do queixoso.
Tio Celito, diminutivo carinhoso angolano, o Presidente português desvalorizou hoje as críticas da televisão pública angolana sobre os media portugueses, considerando que se trata de um exercício de liberdade de imprensa e não afetam as relações políticas entre chefes de Estado.
O Telejornal do canal público angolano TPA abriu hoje com a leitura de um editorial em que os media portugueses foram acusados de ser um veículo de transmissão de uma campanha de desestabilização e “ingerência abusiva” em assuntos de outros Estados.
A empresária Tchizé dos Santos, filha do ex-presidente angolano, que esteve na origem da Vida TV, manifestou-se "triste" com o fim do canal que lança 300 pessoas no desemprego e disse querer lançar um novo canal no mercado português.
A Vida TV, um dos canais suspensos desde abril pelo governo angolano por “inconformidades” fecha portas no final de julho, deixando no desemprego mais de 300 profissionais, depois do anúncio da rescisão do contrato com a DSTV.