A Frente Patriótica Unida (FPU) foi uma plataforma da oposição liderada pela UNITA - União Nacional para a Independência Total de Angola que se apresentou às eleições gerais de 2022. Integrou o Bloco Democrático (BD), personalidades da sociedade civil e o movimento PRA-JA Servir Angola, de Abel Chivukuvuku, entretanto formalizado como partido político e que abandonou entretanto a FPU.
Adalberto Costa Júnior disse que o Congresso aprovou a constituição de uma ampla frente para a alternância política, "em modalidades de opção tripla", que a direção vai ter a oportunidade de escolher, sem revelar mais detalhes.
"Temos opções e nós podemos fazê-la com os partidos politicos, com organizações da sociedade civil. Vai ser o formato que o momento e a direção entenderem mais adequado", disse, adiantando que os debates continuam, mas existe "garantidamente o propósito de reafirmar uma liderança de uma ampla frente para a alternância democrática".
O lider reafirmou ainda que o partido está preparado para vencer em 2027.
"A UNITA está com uma vitalidade extraordinária, cresceu muito a nivel de membros [...]. Temos a energia e temos a vontade e a abertura dos angolanos para trabalharmos juntos para a alternância democrática. Agora, o nosso foco é trabalharmos no sentido de consolidarmos este projeto de alternativa, defendermos o voto, ganharmos a confiança da comunidade internacional e dos angolanos", sublinhou, destacando que o momento é "de união" e que conta também com o seu adversário nestas eleições internas, derrotado com uma expressiva votação de 91%, Rafael Massanga Savimbi.
No seu discurso, Savimbi felicitou Costa Júnior e apelou a que se "cerrem fileiras" em torno do novo presidente.
"Elegeu-se um presidente, a partir de hoje é o novo presidente, trabalhamos todos juntos", disse o político, filho do fundador da UNITA, sublinhando: "Só unidos venceremos."
Rafael Savimbi mostrou-se também disponível para trabalhar com a nova liderança a partir de agora, embora admitindo que esperava uma votação melhor.
"Terminado este capítulo, o que nos resta é trabalharmos", declarou, apelando à "unidade do partido" para responder "å grande vontade do povo angolano de ver realizada a alternância política em 2027".
Sobre a nova frente para a alternância política, num pais onde o MPLA é poder, Savimbi considerou que é cedo para abordar o tema: "A política é dinâmica. Temos que esperar, temos que estruturar agora a nova direção, os novos órgãos. E também começar a sentir um bocadinho a dinâmica dos vários partidos politicos, da sociedade civil."