A candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA apresentou um pedido formal de impugnação do processo eleitoral interno do partido, alegando a existência de irregularidades que, segundo os seus representantes, terão sido praticadas pela equipa de campanha do actual líder do partido e Presidente da República, João Lourenço.
A subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) anunciou hoje a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após aprovação de 98,1% das subscrições.
Informações que circulam nas redes sociais e em algumas plataformas digitais dando conta de uma alegada impugnação da candidatura de João Lourenço à presidência do MPLA foram classificadas como falsas por fontes próximas do pré-candidato Higino Carneiro.
A Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA reiterou esta segunda-feira que os órgãos, organismos e organizações sociais do partido podem desenvolver normalmente as suas actividades e manifestar apoio ao seu líder em funções, por não existir qualquer impedimento estatutário.
As eleições gerais de 2027 poderão constituir o maior teste ao domínio político exercido pelo MPLA desde a independência do país, em 1975. A avaliação é do investigador Rui Verde, que considera que o processo de sucessão do Presidente João Lourenço tem sido conduzido de forma pouco transparente, alimentando incertezas dentro do partido no poder e abrindo espaço para um cenário eleitoral mais competitivo.
O pré-candidato à presidência do MPLA, general Higino Carneiro, denunciou alegadas dificuldades enfrentadas por militantes do partido para regularizarem as suas quotas em atraso, numa altura em que decorre o processo preparatório para o IX Congresso Ordinário da formação política.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, reafirmou esta semana o compromisso do partido com os princípios da democracia interna e da pluralidade política, defendendo que “não há em Angola um outro partido mais democrático do que a UNITA”.
O processo relativo ao candidato à liderança do MPLA Higino Carneiro, do qual foi hoje notificado, não foi arquivado por se tratar de um crime público, envolvendo burla qualificada e peculato, disse hoje à Lusa uma fonte judicial angolana.
O candidato à liderança do MPLA, Higino Carneiro, manifestou esta quarta-feira preocupação com o clima de tensão crescente entre apoiantes dos diferentes candidatos à presidência do partido, alertando para os riscos de confrontos internos e para o impacto negativo que a disputa poderá ter na imagem da organização política.
O general na reforma e candidato à liderança do MPLA, Higino Carneiro, afirmou esta quarta-feira que não pretende desistir da corrida à presidência do partido, apesar da reabertura de um processo judicial relacionado com a alegada aquisição irregular de viaturas quando exerceu funções como governador de Luanda.