De acordo com o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, Angola tem implementado uma “agenda ambiciosa” de modernização tecnológica, orientada para a diversificação da economia, inclusão social, boa governação e melhoria de serviços públicos.
“Hoje, o setor não é só o garante das condições de infraestruturas, equipamentos e tecnologias de base, mas também como fornecedor de produtos, serviços e soluções para as famílias e instituições, quer públicas quer privadas”, afirmou o governante.
Falando na abertura da sexta edição do ANGOTIC 2026 (Fórum de Tecnologias de Informação), que se iniciou hoje em Luanda, referiu que a transformação digital no país já alcançou os setores da saúde, educação, agricultura, segurança alimentar, indústria e outros.
Salientou que Angola conta com um volume e diversidade de projetos concluídos e outros em operações, no domínio das telecomunicações e tecnologias, cujos resultados obtidos garantem que “as opções tecnológicas feitas estão a corresponder com os objetivos traçados”.
Relativamente à cobertura e ao número de utilizadores dos serviços de comunicações, a nível das 21 províncias angolanas, Mário Oliveira disse que o país conta com mais de 28 milhões de assinantes de telefonia móvel — uma taxa de teledensidade acima dos 75%.
“O que demonstra um progresso de universalização do acesso aos serviços de comunicações eletrónicas”, sustentou, referindo ainda que o número de subscrições de acesso à Internet atingiu mais de 18 milhões de utilizadores.
O mercado da televisão por subscrição registou mais de 2 milhões de subscrições ativas e, no domínio da capacitação, foram certificados mais de 7.000 técnicos nos cursos de telecomunicações e tecnologias de informação, nas áreas de infraestruturas de redes, ‘datacenter’ e cibersegurança.
“Na Rota da Transformação Digital” é o lema do ANGOTIC 2026, que decorre na capital angolana até sábado, congregando mais de 100 empresas, entre nacionais e estrangeiras, e diversos especialistas que discutem o futuro digital de Angola e de África.
O ministro angolano destacou também, na sua intervenção, os ganhos e desafios da transformação digital no país, e considerou que a economia real em Angola tem adotado o uso das tecnologias para aumentar a produtividade, superar barreiras geográficas, reforçar e ampliar competências da mão-de-obra.
Empresas “estão a emigrar do sistema tradicional para a nuvem (‘cloud’) e a adotar plataformas de gestão de recursos humanos para a automação de processos”, frisou.
Segundo o governante, o Centro de Geo-dados de Angola posiciona o país na vanguarda da tecnologia espacial e análise de dados para o desenvolvimento económico e as plataformas digitais e a utilização eficiente do domínio “ao” têm permitido a exposição internacional do país.
Destacou igualmente os projetos Ilumina Angola (de acesso a comunicações de voz e Internet em zonas recônditas), Conecta Angola, Rede Nacional de Banda Larga (de melhoria de interligação de fibra ótica a todas as províncias do país) e o Programa Espacial Nacional como instrumentos que melhoram as comunicações em Angola.
Por fim, Mário Oliveira assinalou que o Data Center e a Cloud do Governo angolano, recentemente inaugurado e à disposição das instituições e empresas, “é essencial para a garantia da soberania e segurança digital, modernização da economia, administração pública e inclusão social”.