Segundo a mesma fonte, há relatos de mortes e mal-estar entre a população, supostamente em consequência do consumo de água do rio contaminada, na mesma região onde, em maio deste ano, se registou um deslizamento de terra numa mina ilegal de exploração de ouro, com um saldo de 28 mortes.
O epicentro da situação dista muitos quilómetros de distância da sede municipal e há muitas dificuldades de acesso ao local, acrescentou.
“Esta contaminação ao que tudo indica tem a ver com a utilização de uma substância química no processo de extração do cascalho para obter ouro. Esta água é toda devolvida para o rio, a mesma que as pessoas consomem. Não está ainda confirmado, porque estão a ser retiradas amostras, que serão levadas para o laboratório para confirmar do que é que se trata”, referiu.
A fonte realçou que os sintomas descritos são semelhantes à cólera “e as informações que chegaram até as autoridades davam conta de que havia pessoas a morrer”.
Face à situação, uma comissão multissetorial composta por técnicos da saúde, proteção civil e bombeiros e Serviço de Investigação Criminal (SIC) deslocou-se ao local para averiguações, noticiou hoje a Televisão Pública de Angola (TPA).
O responsável do gabinete provincial da Saúde do Bengo, Matondo Alexandre, em declarações à televisão pública angolana, confirmou o registo de dois óbitos, um dos quais morreu a caminho do Hospital Geral de Bula Atumba e o outro nessa unidade hospitalar.
“Nós observámos que esta população está aqui acomodada e fizemos o nosso trabalho de sensibilização e distribuição de (…) comprimidos para tratamento de água”, disse Matondo Alexandre, acrescentando que foi instalado a cinco quilómetros do local um posto de hidratação para as pessoas que necessitem de ajuda de técnicos do setor da saúde.