O jornalista angolano e ativista dos direitos humanos Rafael Marques denunciou hoje, num fórum em Washington, que o Judiciário "tornou-se um epicentro da corrupção" em Angola e acusou o Presidente, João Lourenço, de retaliar politicamente contra inimigos pessoais.
A diretora do Serviço Nacional de Recuperação de Ativos defendeu hoje, em Luanda, o estabelecimento de acordos de partilha de bens com alguns países estratégicos, onde se encontram grandes quantidades de dinheiro angolano desviado do erário público.
O Estado angolano estima recuperar, nos próximos cinco anos, cerca de 50 mil milhões de dólares (46,6 mil milhões de euros) retirados ilicitamente do erário público, informou hoje a diretora do Serviço Nacional de Recuperação de Capitais (Senra).
O Grupo de Prevenção e Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (Esaamlg) chega, quinta-feira, a Luanda, para avaliação do sistema financeiro angolano, foi hoje noticiado.
Mais de 100 mil milhões de dólares norte-americanos foram retirados do erário e transferidos para o exterior do país, anunciou, esta quarta-feira, em Luanda, o procurador-geral da República, Hélder Pitta Gróz.
O Governo angolano considerou hoje que “acabou a sensação de impunidade” no país e reafirmou que a luta contra a corrupção “continua no topo da governação”, sublinhando que os resultados do processo, que se iniciou em 2017, “estão visíveis”.
O ex-ministro das Finanças são-tomense, Américo Ramos acusou o jornalista angolano Rafael Marques de ter sido usado por dirigentes do partido no poder para "uma guerra partidária” na história sobre a alegada corrupção dos 30 milhões de dólares.
O procurador-geral da República angolano disse hoje que “ainda não foram constituídos arguidos” no alegado desvio de 30 milhões de dólares cedidos por Angola a São Tomé e adiantou que os dois países estão a cooperar para descobrir a verdade.
A Transparência Internacional regista avanços na investigação da corrupção, mas constata que "raramente" são abertos "casos" fora do círculo de pessoas próximas de Eduardo dos Santos, o que levanta "dúvidas" quanto à existência de "justiça selectiva". Na era JLo o país subiu 31 lugares no índice de percepção da corrupção.
Angola é um dos países da África Subsariana com maiores progressos no Índice de Perceção da Corrupção 2021, divulgado hoje pela organização Transparência Internacional, que assinala uma “melhoria significativa” do país após a eleição do Presidente, João Lourenço.