Ativista angolano reage a declarações da filha do ex-Presidente. Rafael Marques lembra as condições da sua prisão, como a cela onde todos os dias "morria um recluso esquelético".
A empresária angolana Isabel dos Santos disse hoje numa entrevista que se sente “perseguida politicamente” pelo atual Presidente de Angola, João Lourenço, que acusa ainda de não respeitar a separação de poderes e condicionar a justiça.
O Procurador-Geral da República de Angola prometeu hoje que o processo contra Isabel dos Santos vai avançar, mesmo que a empresária não preste declarações no âmbito do mandado de detenção internacional pedido pelas autoridades de Angola.
Em entrevista exclusiva à DW África, Isabel dos Santos arrasa o partido no poder em Angola e lança graves acusações contra João Lourenço, afirmando que "o Presidente tem uma agenda de perseguição política".
O advogado e docente universitário angolano Benja Satula questionou hoje a lógica da emissão de um mandado de captura internacional contra a empresária Isabel dos Santos, quando está em discussão no parlamento a proposta de lei de amnistia.
Fonte oficial de Isabel dos Santos disse à Lusa que os seus advogados consultaram a base de dados da Interpol e não encontraram qualquer referência a um mandado de captura contra a empresária angolana, contrariando informações noticiadas na quinta-feira.
A Interpol emitiu um mandado de captura internacional para extradição em nome da empresária angolana Isabel dos Santos, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, segundo um documento a que a Agência Lusa teve acesso.
Uma investigação de um perito Tribunal de Amesterdão concluiu que o alegado "desvio" de 52,6 milhões de euros (ME) da Esperaza, participada da Sonangol, baseou-se em deliberações com datas "falsas", pelo que são "nulas".
A filha do ex-Presidente angolano Isabel dos Santos afirma ter estado sempre “disponível” para repor a verdade e nunca se ter negado a prestar esclarecimentos às autoridades angolanas.
A queixa apresentada este ano no Tribunal de Amesterdão pela Esperaza, subsidiária neerlandesa da Sonangol, alega que Isabel dos Santos "desviou" 52,6 milhões de euros para benefício próprio em 2017, mas os factos essenciais remontam a 2006.