O pagamento da primeira prestação do décimo-terceiro aos funcionários públicos vai ser feito neste mês, em simultâneo com o salário de Agosto, anunciou, esta quinta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos.
O salário mínimo dos trabalhadores angolanos vai ser atualizado, a partir de setembro, para 70 mil kwanzas (78,3 euros), exceto nos casos das microempresas e ‘startups’, que poderão pagar um mínimo de 50 mil kwanzas (52,7 euros).
O Conselho Nacional de Concertação Social de Angola aprovou por unanimidade a proposta do aumento do salário mínimo nacional para 70 mil kwanzas (75 euros), anunciou hoje o secretário de Estado do Trabalho de Angola.
O Governo angolano e os sindicatos chegaram a acordo sobre o salário mínimo nacional e as atualizações salariais da função pública, o que deverá levar a desconvocar a greve geral marcada para a próxima semana.
O Governo angolano vai uniformizar os salários da administração pública, atualmente díspares a nível dos poderes legislativo, judiciário e executivo, admitindo que comparativamente a outros países “até da região” são muito baixos.
Centrais sindicais angolanas defendem a atualização do salário mínimo nacional para 245.000 kwanzas (275 euros), contra os atuais 32.000 kwanzas (35 euros), e a redução do imposto sobre o trabalho (IRT) para 10%, em caderno reivindicativo remetido ao Presidente angolano.
O secretário de Estado das Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, assegurou hoje que o país dispõe de dinheiro para o pagamento de salários e outras despesas estratégicas até ao final do ano em curso.
A ministra das Finanças de Angola afirmou hoje que os funcionários públicos podem ficar descansados com o pagamento dos salários, salientando que estão já liquidados a quase totalidade dos ordenados de junho.
Atrasos na recepção das receitas fiscais podem retardar o pagamento de salários na função pública em Angola, admite o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, enquanto trabalhadores avisam que ninguém está preparado para uma situação semelhante à que se viveu em Maio.
O governo angolano cedeu à pressão social e começou a pagar os salários em atraso aos profissionais de saúde e aos professores a partir desta quarta-feira,14, confirmaram, à Voz da América, os respectivos sindicatos.