O presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA) manifestou-se hoje preocupado com o aumento do preço do gasóleo, uma medida que considerou, apesar de necessária, vai “piorar e asfixiar cada vez mais os taxistas.
O preço de venda ao público do gasóleo vai aumentar novamente pela segunda vez este ano, passando dos actuais 300 kwanzas para 400,00 kwanzas (Kz) por litro, com efeitos a partir das 00:00 do dia 4 de Julho de 2025, segundo uma nota enviada à imprensa pelo Instituto de Assuntos Regulatórios de Produtos Derivados do Petróleo (IRDP).
A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) assegurou que o aumento do preço do gasóleo não vai repercutir-se nas tarifas dos táxis, após um encontro com as principais associações e cooperativas de taxistas.
Surpreendidos com o aumento do preço do gasóleo, angolanos ouvidos hoje pela Lusa lamentam a medida governamental, que descrevem como "uma facada no estômago do cidadão" que "geme de fome" e volta a sofrer com a escalada dos preços.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola disse hoje que o preço do combustível praticado no país constitui a "principal variável" que leva ao contrabando do produto, defendendo o aumento para equiparação aos países vizinhos.
O litro do gasóleo passa a custar 200 kwanzas a partir das zero hora de terça-feira, 23, de acordo com um comunicado do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo divulgado hoje.
O analista político e social angolano Albino Pakisi admitiu hoje “fortes convulsões sociais” com o fim dos subsídios à gasolina e de isenções às classes profissionais em Angola, acreditando no agravar das condições socioeconómica das famílias.
O Presidente angolano deu mais um passo na retirada dos subsídios aos combustíveis ao acabar com as isenções atribuídas a algumas classes profissionais, a partir de 30 de abril, segundo um decreto publicado em Diário da República.
O representante do FMI para Angola elogiou hoje a determinação do Governo angolano no processo de retirada do subsídio aos combustíveis, apesar da sua complexidade.
O presidente da Associação dos Taxistas de Angola (ATA) denunciou hoje que um grupo de “taxistas de má-fé” pretende convocar uma “paralisação ilegal e criar caos” em Luanda, sob pretexto de reivindicarem os cartões de combustível subvencionados.