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Autoridades pedem calma a desalojados das cheias na cidade de Benguela

Post by: 13 May, 2026
Autoridades pedem calma a desalojados das cheias na cidade de Benguela

O governo da provincia angolana de Benguela pediu hoje calma aos desalojados devido às inundações de abril e garantiu reforço dos serviços de saúde, apoio psicológico, comunicação e de segurança nos centros de acolhimento, após protestos por melhores condições.

De acordo com a vice-governadora da província de Benguela para o setor Politico, Social e Económico, Cátia Chimbinga Cachuco, estão atualmente cadastradas mais de 31.000 familias vitimas das cheias de 12 de abril passado, que recebem apoios regulares.

"O Governo é de todos e está a apoiar todos os sinistrados", afirmou hoje a governante em conferência de imprensa, em Benguela, após protestos de dezenas de desalojados que saíram hoje à rua exigindo "condições dignas" nos centros de acolhimento.

Cátia Chimbinga Cachuco deu nota de que foi já identificado um espaço e está em curso um programa de reestruturação para serem realojadas as cerca de 10.000 famílias que se encontram nos centros de acolhimento tutelados pelo governo local.

"É preciso que elas regressem de forma segura, daí que pedimos calma [porque) estamos a reforçar as suas condições nos centros", explicou, realçando que muitas familias já regressaram às suas casas com o apolo das autoridades.

Segundo disse, cerca de 4.000 familias com casas parcialmente destruídas pelas chelas causadas pelo transbordo do rio Cavaco - vão receber "nos próximos dias" material de construção para a reabilitação das habitações e alimentação.

Cenas de tumultos na Estrada Nacional (EN) 100, à entrada do bairro Cauango, na província angolana de Benguela - protagonizadas por desalojados das cheias de 12 de abril - forarn registadas hoje de manhã e partilhadas nas redes sociais.

A policia angolana dispersou a manifestação, havendo relatos de disparos e de feridos.

Alimentação condigna, melhores condições de acomodação e casas para poderem abandonar o centro de acolhimento do Campismo 2 centraram as reclamações dos cidadãos, segundo relatos recolhidos pela Rádio Nacional de Angola (RNA), a qual noticiou que a província voltou a registar chuvas esta madrugada.

Em declarações à imprensa, horas depois dos protestos, a vice-governadora de Benguela referiu que as autoridades conhecem a situação que os centros de acolhimento vivem e disse que vão ser reforçados os serviços de saúde e de apoio psicológico, "porque estão num novo normal".

"Vamos também reforçar a segurança da policia, porque temos muitos aproveitadores", apontou, prometendo ainda reforçar a rede de proteção das crianças alojadas nos centros e a comunicação aos desalojados.

Questionada sobre os cidadãos desaparecidos, um mês após as cheias, Cátia Chimbinga Cachuco referiu que os trabalhos de busca "ainda decorrem" e estão a cargo do Serviço de Proteção Civil.

Pelo menos 19 pessoas morreram, mais de 30 desapareceram e milhares ficaram desalojadas em consequências das chelas causadas pelo transbordo do rio Cavaco, segundo dados oficiais.

O Governo angolano anunciou em abril que vai abrir uma linha de financiamento de 30 mil milhões de kwanzas (28 milhões de euros) para apoiar empresas e particulares afetados pelas calamidades naturais da província de Benguela e outras regiões do país.

Last modified on Wednesday, 13 May 2026 18:42
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