No comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Anpg) refere-se que a perfuração do poço, iniciada a 10 de janeiro, a uma profundidade de água de 667 metros e aproximadamente a 18 quilómetros do FPSO [sigla em inglês de Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência] Olombendo, “intercetou arenitos portadores de petróleo em intervalos de reservatório do Miocénico Superior”.
“As operações de perfuração foram concluídas com sucesso a 26 de janeiro, seguindo-se a realização de registos avançados de avaliação de formação para analisar a qualidade do reservatório e as características dos fluidos”, lê-se no comunicado.
O presidente da Anpg, Paulino Jerónimo, citado no comunicado, considerou a descoberta a reafirmação do “elevado potencial da Bacia do Baixo Congo e a consistência da estratégia de exploração em curso, criando condições favoráveis para uma monetização célere, com impactos positivos na produção nacional e nas receitas do Estado”.
“A Anpg incentiva a continuidade da identificação de novas oportunidades, ao abrigo dos mecanismos de incentivo vigentes, com destaque para o Decreto 8/24, sobre Produção Incremental, bem como o Decreto 5/18, sobre o regime jurídico, que permite a pesquisa dentro e na proximidade das áreas de desenvolvimento”, salientou.
Por sua vez, o diretor-executivo da Azule Energy, Joe Murphy, disse que os resultados do Algaita-01 reformam “um longo e bem-sucedido histórico de 22 descobertas, confirmando, uma vez mais, a excecional eficácia do sistema petrolífero no Bloco 15/06”.
“A presença de múltiplas instalações de produção, nas proximidades aumenta ainda mais o valor deste novo sucesso exploratório”, frisou Joe Murphy, igualmente citado no comunicado.
Angola, um dos principais produtores africanos, enfrenta há alguns anos um declínio da produção petrolífera entre 15% a 16% ao ano, um desafio para manter o propósito de uma produção diária acima de um milhão de barris de petróleo até 2030, período em que se esperam investimentos de 70 mil milhões de dólares (59,6 mil milhões de euros) para sustentar os níveis atuais.