Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística (INE), Joel Futi, durante a apresentação do Relatório das Contas Nacionais referente ao primeiro trimestre do presente exercício económico.
Segundo o responsável, a análise da série ajustada sazonalmente mostra que, na passagem do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026, o PIB registou um crescimento de 1,37 por cento.
Apesar da continuidade da contracção do sector petrolífero, que recuou 0,21 por cento pelo quinto trimestre consecutivo, a economia nacional manteve uma trajectória positiva, sustentada pelo forte desempenho do sector não petrolífero, que cresceu 6,22 por cento em comparação com o mesmo período de 2025.
Informação e Comunicação lidera crescimento
Entre as actividades económicas que mais contribuíram para a expansão da economia, destacou-se o sector da Informação e Comunicação, que registou um crescimento de 27,63 por cento, seguido pelos Transportes e Armazenagem, com 16,12 por cento.
A lista das actividades com melhor desempenho inclui ainda a Pesca e Aquicultura, que cresceu 8,73 por cento, e a Produção e Distribuição de Electricidade, Água e Saneamento, com uma expansão de 8,15 por cento.
De acordo com Joel Futi, o sector dos Transportes e Armazenagem foi o que mais contribuiu para o crescimento global da economia, acrescentando 1,80 pontos percentuais ao PIB. Seguiram-se os sectores da Informação e Comunicação, com uma contribuição de 0,71 pontos percentuais, a Indústria Transformadora, com 0,48 pontos percentuais, e a Administração Pública, Defesa e Segurança Social, com 0,38 pontos percentuais.
Crescimento trimestral reforça sinais de recuperação
Na comparação com o trimestre anterior, os Transportes e Armazenagem voltaram a destacar-se, apresentando um crescimento de 5,91 por cento.
Também registaram desempenhos positivos os sectores da Produção de Electricidade, Água e Saneamento, com um crescimento de 5,34 por cento, e da Informação e Comunicação, que avançou 4,94 por cento.
No que diz respeito às contribuições para o crescimento trimestral do PIB, os Transportes e Armazenagem lideraram novamente, com um contributo de 1,41 pontos percentuais. Seguiram-se a Administração Pública, Defesa e Segurança Social, com 0,24 pontos percentuais, a Construção, com 0,22 pontos percentuais, e a Agropecuária e Silvicultura, com 0,17 pontos percentuais.
INE esclarece possibilidade de revisão dos dados
Durante a apresentação do relatório, Joel Futi esclareceu ainda que os dados das Contas Nacionais podem ser sujeitos a revisões e actualizações, à medida que novas informações estatísticas se tornam disponíveis.
O responsável explicou que, ao contrário do que acontece com a taxa de inflação, cujos valores divulgados não são posteriormente alterados, indicadores como as Finanças Públicas, a Balança de Pagamentos e as Contas Nacionais podem ser revistos de acordo com as metodologias e políticas estatísticas em vigor.
Segundo o presidente do INE, este procedimento segue as práticas internacionais adoptadas pelos organismos estatísticos, permitindo uma maior precisão e fiabilidade dos dados económicos divulgados ao público.
Os resultados do primeiro trimestre reforçam os sinais de recuperação da economia angolana, cada vez mais sustentada por sectores não ligados à indústria petrolífera, num contexto em que o país continua a procurar diversificar a sua base produtiva e reduzir a dependência das receitas do petróleo.





