Empresa espanhola Indra vence concurso público para gerir o processo eleitoral angolano de 2027

Post by: 12 March, 2026

Segundo o porta-voz da CNE, Manuel Camaty, hoje designado para o cargo, a CNE lançou, no final do ano passado, dez concursos públicos para a contratação de bens e serviços para as eleições gerais do próximo ano.

A empresa espanhola Indra venceu entre quatro concorrentes o concurso para soluções tecnológicas, realizado pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana, para as eleições gerais de 2027, anunciou hoje o órgão responsável.

Segundo o porta-voz da CNE, Manuel Camaty, hoje designado para o cargo, a CNE lançou, no final do ano passado, dez concursos públicos para a contratação de bens e serviços para as eleições gerais do próximo ano.

Em declarações à imprensa, Manuel Camaty disse que, terminados os concursos, 237 empresas apresentaram as suas propostas, das quais apenas 72 foram aprovadas para adjudicação.

“Queremos preparar as eleições com alguma antecedência e desta vez temos um tempo suficiente”, disse Manuel Camaty.

Sobre a escolha da Indra, que tem sido a fornecedora de solução tecnológica nas últimas quatro eleições que Angola já realizou, Manuel Camaty disse que as restantes concorrentes “não instruiram devidamente os seus processos”, garantindo que o processo foi transparente.

A Indra tem sido contestada pelos partidos políticos na oposição e pela sociedade civil angolana por alegadamente “viciar os resultados” das eleições em Angola, realizadas em 2008, 2012, 2017 e 2022, tendo a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição angolana, submetido ao Tribunal Constitucional uma providência cautelar relativa ao concurso no qual foi selecionada a empresa espanhola.

O porta-voz da CNE disse que foram realizados concursos para os ‘kits’ dos agentes de educação cívica eleitoral; para aquisição de camisolas e bonés; para geradores e ‘kits’ de iluminação; para viaturas ligeiras de passageiros; para geo referenciação, mapeamento, cadernos eleitorais, informação ao eleitor e credeciamento; meios informáticos; solução tecnológica; ração fria; material de apoio (mesas, cadeiras e tendas) e transporte e distribuição da logística eleitoral direta e diversa.

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