De acordo com informação tornada pública pelo Partido Liberal, a iniciativa surge como resposta ao que considera ser um “clamor crescente da sociedade angolana por mudança real”, num contexto marcado por desafios económicos e sociais persistentes.
O PL afirma ter acolhido a iniciativa do Bloco Democrático com “elevado sentido de Estado”, sublinhando que o momento exige a união das forças da oposição em torno de um objetivo comum: a alternância política.
Para os liberais, a alternância é apresentada não apenas como uma aspiração partidária, mas como uma necessidade para enfrentar problemas estruturais que, no seu entendimento, têm limitado o desenvolvimento do país ao longo das últimas décadas.
A proposta passa pela criação de uma coligação formal, sólida e estrategicamente organizada, capaz de agregar diferentes sensibilidades políticas e sociais num projeto comum de governação.
Convite alargado à sociedade
No mesmo comunicado, o Partido Liberal dirige um apelo às demais forças políticas da oposição, bem como à sociedade civil organizada, ativistas e igrejas, para integrarem o que descreve como um “movimento de convergência nacional”.
Segundo o PL, a união entre partidos e atores sociais poderá reforçar a capacidade de mobilização e ampliar o debate público em torno de alternativas políticas para o país.
Novo momento no xadrez político
A aproximação entre Partido Liberal e Bloco Democrático poderá introduzir uma nova dinâmica no campo opositor, tradicionalmente marcado por esforços de coordenação nem sempre consolidados.
Resta saber se a iniciativa evoluirá para uma frente política formal e qual será a adesão de outras forças partidárias nos próximos meses. O encontro de hoje, contudo, sinaliza um possível rearranjo estratégico no panorama político angolano, num período em que a discussão sobre alianças e plataformas comuns volta a ganhar centralidade.





