Em comunicado de imprensa, a transportadora aérea nacional esclareceu que o incidente ocorreu no passado dia 5 de Maio de 2026, durante o embarque do voo DT650 com destino a Lisboa, Portugal.
De acordo com informações avançadas pelas autoridades, a funcionária da companhia foi interceptada durante os procedimentos de controlo de passageiros numa operação conjunta conduzida por efectivos da Administração Geral Tributária (AGT), Polícia Fiscal e Administração Tributária Operacional (ATO).
As autoridades suspeitam que a colaboradora tentava embarcar para Lisboa transportando 39.515 euros não declarados, valor que ultrapassa significativamente o limite legal permitido para saída de moeda estrangeira sem declaração formal.
Segundo as mesmas informações, a funcionária terá despertado suspeitas durante uma acção de controlo de rotina, levando os agentes a efectuarem uma inspecção mais detalhada.
Durante a verificação, os efectivos encontraram alegadamente 23.515 euros ocultos junto ao corpo da funcionária, além de outros 16 mil euros acondicionados em dois envelopes transportados na bagagem de mão.
O montante apreendido ultrapassa em quase quatro vezes o limite estabelecido pelo Banco Nacional de Angola para transporte de moeda estrangeira sem declaração obrigatória.
Nos termos do Aviso n.º 06/2022 do Banco Nacional de Angola, residentes cambiais podem transportar até 10 mil dólares norte-americanos, ou o equivalente em moeda estrangeira, sem necessidade de autorização prévia. Valores superiores exigem documentação comprovativa e autorização das autoridades competentes.
As autoridades admitem que os factos possam configurar crimes de fraude fiscal e transporte ilícito de divisas para o exterior, infracções previstas na legislação tributária e penal angolana.
O processo encontra-se actualmente em fase de instrução e poderá ser remetido ao Ministério Público nos próximos dias.
Entretanto, a TAAG reafirmou o compromisso institucional com os princípios de ética, integridade e conformidade legal, assegurando total colaboração com as autoridades no esclarecimento do caso.
O episódio surge numa altura em que Angola reforça os mecanismos de controlo financeiro e cambial nos principais pontos de entrada e saída do país, no âmbito dos esforços para sair da chamada “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), organismo responsável pelo combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.





