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Desemprego em Angola caiu para 20,1% no último trimestre de 2025

Post by: 18 Fevereiro, 2026
Desemprego em Angola caiu para 20,1% no último trimestre de 2025

A taxa de desemprego em Angola caiu para 20,1% no quarto trimestre de 2025, menos 6,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, contabilizando-se atualmente 2,2 milhões de desempregados, foi hoje anunciado.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano refere, no Inquérito ao Emprego em Angola (IEA), que a população em idade ativa (pessoas com 15 ou mais anos) foi estimada em 22.424.975 indivíduos.

Desse total, 8,8 milhões — número da população empregada — declararam ter trabalhado no período em referência, seja por conta de outrem, por conta própria ou num negócio familiar.

A população economicamente ativa foi estimada em 11,1 milhões de pessoas e a população fora da força de trabalho (que não procura emprego e não quer trabalhar) foi estimada em 11,3 milhões de pessoas.

Segundo o inquérito, 6,9 milhões de pessoas têm emprego informal em Angola e a taxa de emprego informal foi fixada em 78,6%, confirmando a informalidade da economia angolana, sendo que a taxa de emprego foi estimada em 39,6%, a maioria na área urbana.

Pelo menos 8,8 milhões de pessoas em Angola têm emprego, dos quais 4,6 milhões são homens e 4,1 milhões mulheres.

Os dados indicam que os grupos etários 25-34, 35-44 e 45-54 anos concentram o maior grupo de pessoas empregadas no país.

Na análise destaca-se que a população empregada, neste período, esteve na sua maioria a trabalhar no comércio grosso e a retalho e reparos (33%), seguindo-se a agricultura, silvicultura e pesca (16,8%) e transporte e armazenagem (6,2%).

O estudo agrega ainda dados sobre o subemprego relacionado ao tempo — número total de empregados que trabalharam menos de 35 horas por semana e que declararam estar disponíveis a trabalhar mais horas em outra atividade remunerada — estimada em 4,7% da população empregada.

A subutilização da mão de obra (desajuste entre a oferta e a procura de mão de obra) foi estimada, no último trimestre de 2025, em 46,9% e afeta mais as mulheres do que homens.

O responsável do Domínio de Estatísticas do Trabalho do INE, Adilson Muhongo, que procedeu a apresentação do IEA, realçou que a pesquisa foi a primeira elaborada à luz das novas resoluções emanadas das conferências promovidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo o INE, com esta edição do IEA inicia-se uma nova série estatística neste segmento e “os resultados agora apresentados não são diretamente comparáveis com os dados produzidos segundo a metodologia anterior”.

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