Numa nota enviada à Lusa e assinada pelo vice-presidente da organização, Sebastião Macaia, o movimento apela a libertação dos pacatos cidadãos cabindeses detidos e condena "qualquer ato de tortura contra cidadãos que, segundo o MIC, estavam "em pleno gozo dos seus direitos e no exercicio cívico dos seus deveres
O MIC afirma que os ativistas reclamavam contra a "violação do Tratado de Simulambuco", apontando responsabilidades a Portugal, no contexto das comemorações do aniversário da assinatura do acordo.
Segundo a mesma nota, as detenções ocorreram no domingo, quando os ativistas se dirigiam ao local do Monumento Histórico da Assinatura do Tratado de Simulambuco, assinado em 1 de fevereiro de 1885, através do qual as autoridades tradicionais de Cabinda colocaram o território sob protetorado portugués, mantendo-o juridicamente distinto da então colónia de Angola.
O Tratado de Simulambuco tem sido invocado pelos movimentos independentistas cabindeses como base para a reivindicação da autodeterminação do território, argumento rejeitado pelo Estado angolano, que considera Cabinda parte integrante e inalienävel de Angola desde a independência, em 1975, e desvaloriza as tensões.
A Lusa contactou a Policia Nacional de Angola para obter esclarecimentos sobre as detenções, o que não foi possível até ao momento
Cabinda, província do norte de Angola angolana separada geograficamente do resto do território, rica em recursos petroliferos, tem sido palco de ações de guerrilha e denúncias de repressão sobre os Independentistas, destacando-se a forte presença de forças de segurança na região.





