Os serviços de voz, dados móveis e internet continuam afetados em Angola, constatou esta manhã a Lusa, após o ataque que ocorreu na madrugada de terça-feira, cerca das 02:20, como anunciou horas depois, em comunicado, a Unitel.
Em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe, onde a operadora angolana também opera, a Lusa constatou que o serviço está a funcionar normalmente.
Segundo o Relatório e Contas de 2025, a Unitel conta com 20,8 milhões de clientes e detém uma quota de mercado de 76% em Angola, operando ainda em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde.
A empresa disse na terça-feira que ativou de imediato os mecanismos de resposta e contenção e que as equipas técnicas e de cibersegurança sem, contudo, apresentar um prazo concreto para a normalização total.
O incidente foi confirmado pelo presidente do Conselho de Administração da Unitel, Aguinaldo Jaime, durante o evento de apresentação das contas do Setor Empresarial Público, promovido pelo Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE), numa mensagem difundida no Instagram.
O ataque ocorreu a um dia da estreia da Unitel na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), que acontece hoje e marca a entrada em negociação das ações da operadora na sequência da privatização de 15% do capital.
No âmbito dessa operação, o Estado angolano vendeu, através do Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE), 7,5 milhões de ações 13% destinados ao público em geral e 2% reservados aos trabalhadores -, num processo de oferta pública que decorreu entre 06 e 24 de julho, gerando um encaixe de quase 300 milhões de euros para o Estado angolano.





