A informação consta de um comunicado ao mercado divulgado pela empresa, em cumprimento do artigo 146.º do Código dos Valores Mobiliários, no qual complementa os esclarecimentos anteriormente prestados sobre o incidente que paralisou os serviços móveis da operadora.
Segundo a UNITEL, o ataque foi detectado às 02h20 do dia 28 de Julho de 2026 e afectou os serviços móveis de voz, dados e acesso à Internet em todo o território nacional, causando constrangimentos a milhões de clientes particulares e empresariais.
A empresa esclarece, no entanto, que os serviços fixos de telecomunicações, suportados pela rede de fibra óptica e por feixes hertzianos, não foram atingidos pelo incidente, mantendo-se operacionais durante todo o período. Estes serviços asseguram as comunicações de diversas instituições públicas e empresas.
Logo após a detecção do ataque, foram accionados os protocolos internos de resposta e contenção, com a mobilização de equipas técnicas e especialistas em cibersegurança para limitar os impactos e acelerar a recuperação da rede.
A UNITEL assegura que o incidente está actualmente controlado e informa que a reposição dos serviços móveis começou de forma gradual e localizada às 11h45 do dia 29 de Julho. Até ao momento da divulgação do comunicado, a recuperação parcial dos serviços de voz, dados — com excepção das mensagens SMS — e do acesso à Internet já abrangia as províncias de Luanda, Bengo, Benguela, Bié, Cuando, Cubango, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Malanje, Lunda-Norte e Namibe.
A operadora acrescenta que a reposição parcial dos serviços nas restantes províncias estava prevista para decorrer ao longo do mesmo dia, mantendo o processo de recuperação em curso.
No comunicado dirigido ao mercado, a empresa sublinha que nunca tinha enfrentado um incidente com esta dimensão, destacando que dispõe de sistemas de cibersegurança considerados robustos e alinhados com as melhores práticas internacionais. Entre os mecanismos existentes figuram um Centro de Operações de Segurança (SOC), planos de continuidade de negócio, planos de recuperação de desastres e sistemas permanentes de monitorização de ameaças.
Apesar dessas medidas, a dimensão do ataque levou a operadora a admitir que poderá tratar-se de uma acção deliberada e direccionada, coincidindo com um dos momentos mais relevantes da história recente da empresa: a entrada das suas acções no mercado bolsista angolano.
A UNITEL garante que continuará a acompanhar a evolução da situação e compromete-se a manter o mercado e os investidores informados sobre quaisquer desenvolvimentos relevantes, em cumprimento das obrigações legais aplicáveis às sociedades abertas.
O ataque, considerado um dos mais graves episódios de cibersegurança alguma vez registados no sector das telecomunicações em Angola, continua sob investigação, enquanto prossegue o processo de normalização integral dos serviços móveis em todo o país.





