“Higino Carneiro denuncia impedimento de militantes de pagar quotas do MPLA”

Post by: 15 Mai, 2026

O pré-candidato à presidência do MPLA, general Higino Carneiro, denunciou alegadas dificuldades enfrentadas por militantes do partido para regularizarem as suas quotas em atraso, numa altura em que decorre o processo preparatório para o IX Congresso Ordinário da formação política.

Numa publicação feita na sua página oficial no Facebook, Higino Carneiro afirmou nunca ter testemunhado uma situação semelhante durante o período em que exerceu funções como Primeiro Secretário do MPLA em várias províncias do país.

Segundo o general, existe actualmente “uma enorme vontade dos militantes em regularisarem as suas quotas atrasadas nos seus Comités de Acção do Partido”. Contudo, acusa estruturas locais do partido de recusarem os pagamentos em diversas províncias, sobretudo ao nível dos municípios e comunas.

O também antigo governador provincial refere ainda que, mesmo quando os militantes conseguem efectuar os pagamentos, são informados de que não existe autorização superior para a emissão dos respectivos recibos, documentos considerados essenciais para comprovar a regularização das quotas e permitir a anexação das fichas de subscrição de apoio aos candidatos da sua preferência.

“Confesso que não entendo. O MPLA precisa de dinheiro e, ainda assim, não aceita que as quotas sejam regularisadas?”, questionou Higino Carneiro na mesma publicação, levantando dúvidas sobre a gestão financeira interna do partido.

O general interrogou igualmente se os Departamentos de Administração e Finanças (DAF) do MPLA “gozam de tanta saúde financeira” ao ponto de as receitas provenientes das quotas estatutariamente previstas “não fazerem falta ao partido”.

O IX Congresso Ordinário do MPLA está marcado para os dias 9 e 10 de dezembro deste ano, sob o lema “MPLA Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro”. O processo de apresentação de candidaturas à liderança do partido decorre entre 28 de março e 25 de outubro.

O actual presidente do MPLA e chefe de Estado angolano, João Lourenço, está constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais previstas para 2027. Ainda assim, caso seja reeleito presidente do partido no congresso de dezembro, poderá manter influência significativa na definição do futuro candidato presidencial da formação política.

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